Rondônia

Nova faixa de isenção do Imposto de Renda beneficiará 82,7% da população de Rondônia

 

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês, sancionada nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve alterar de forma expressiva a base de contribuintes em Rondônia. Dados atualizados indicam que 82,7% dos rondonienses se enquadram nesse limite salarial e passarão a ser beneficiados pela nova política tributária — percentual superior à média nacional, estimada em 81%.

O cenário reflete o perfil econômico do estado, caracterizado pela forte presença de trabalhadores concentrados nas faixas mais baixas de rendimento. A medida tende a aliviar a carga tributária das famílias com menor renda e estimular o consumo local.

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Rondônia entre os estados mais impactados

Segundo o Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), as alterações devem atingir cerca de 122,3 mil contribuintes no estado. A expectativa é de que:

75.764 trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais deixem de pagar o Imposto de Renda a partir de 2026;

46.575 contribuintes com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil passem a ter descontos progressivos;

Atualmente, 114,8 mil pessoas já estão isentas do imposto em Rondônia;

Com a nova legislação, o número deve subir para aproximadamente 190,5 mil contribuintes completamente isentos.

Na prática, mais da metade dos declarantes do estado deixará de pagar o tributo, ampliando a renda disponível das famílias e potencialmente movimentando a economia regional.

Desigualdades regionais e desafios

Especialistas destacam que a variação do impacto entre os estados está diretamente ligada ao nível de industrialização, produtividade, infraestrutura e qualificação profissional. Apesar de Rondônia apresentar crescimento acima da média nacional nos últimos anos, o estado ainda enfrenta obstáculos estruturais que dificultam a elevação significativa da renda média.

A ampliação da faixa de isenção representa um alívio imediato especialmente para regiões com menor poder aquisitivo, mas reforça a necessidade de políticas públicas de longo prazo voltadas à redução das desigualdades e geração de oportunidades.

Em Rondônia, onde a maioria absoluta da população será beneficiada, os efeitos podem ser decisivos para fortalecer o mercado interno, elevar o consumo e ampliar a segurança financeira das famílias de baixa e média renda.

 

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